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Entre mim e mim, há vastidões bastantes, Para a navegação dos meus desejos afligidos. Descem pela água minhas naves revestidas de espelhos. Cada lâmina arrisca um olhar, e investiga o elemento que a atinge. Mas, nesta aventura do sonho exposto à correnteza, Só recolho o gosto infinito das respostas que não se encontram. Virei-me sobre a minha própria existência, e contemplei-a: Minha virtude era esta errância por mares contraditórios, E este abandono para além da felicidade e da beleza.
Verifica-se, no poema, a existência de um sujeito poético que