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Acredito no diálogo. Sempre acreditei. Mesmo no mais duro, no mais áspero, ponho a minha fé. Na busca sincera do entendimento ou do convencimento, admiro as falas de cada um. Apalavra certa no momento exato, o xeque-mate. Ou o discurso equivocado, mas cheio de verdadeira paixão. O falar pausado ou o desmedir a voz. O adicionar o choro, o recorrer ao berro. O calar súbito que surpreende e o recomeçar no tom baixo que desarma. Reconheço até que o chutar o balde faz parte do diálogo. Permite às vezes que a conversa vá adiante. Tudo vale quando se quer chegar ao outro honestamente. [...]
Fonte: AZEVEDO, Francisco. O Arroz de Palma. Rio de Janeiro/São Paulo: Record. 2017, p. 107.
A construção linguística “Mesmo no mais duro, no mais áspero, ponho a minha fé” (linha 1) contempla
I- uma declaração que faz referência a segmentos do texto anteriormente citados.
IIum discurso progressivo evidenciado por termos da mesma cadeia semântica.
IIIum recurso discursivo que contradiz a temática realçada no texto.
É CORRETO o que se afirma apenas em