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Vozes da Seca (Luiz Gonzaga)
Seu doutô os nordestino
Têm muita gratidão
Pelo auxílio dos sulista
Nessa seca do sertão.
Mas doutô uma esmola
A um homem qui é são
Ou lhe mata de vergonha
Ou vicia o cidadão
É por isso que pidimo
Proteção a vosmicê
Home pur nóis escudo
Para as rédias do pudê
Pois doutô dos vinte estado
Temos oito sem chovê
Veja bem, quase a metade
Do Brasil tá sem cumê
Dê serviço a nosso povo,
Encha os rio de barrage
Dê cumida a preço bom,
Não esqueça a açudage
Livre assim nóis da ismola,
Que no fim dessa estiage
Lhe pagamo inté os juru
Sem gastar nossa corage
Se o doutô fizer assim
Salva o povo do sertão
Quando um dia a chuva vim,
Que riqueza pra nação!
Nunca mais nóis pensa em seca,
Vai dá tudo nesse chão
Como vê nosso distino mercê
Tem nas vossa mãos.
Nordeste tem a pior seca dos últimos 40 anos
| POR QUE A ÁGUA E OS INVESTIMENTOS NUNCA CHEGAM ATÉ AQUI?! | TÊM UNG DUTOS DA CORRUPÇÃO E DA INDÚSTRIA DA SECA DESVIANDO TUDO! |
I- Embora de estruturas distintas, os textos acima (I e II) tratam de temáticas semelhantes: a seca e suas diversas causas e efeitos.
II- Por apresentar uma linguagem essencialmente matuta, e por isso desqualificadora, o texto I não pode ser levado a sério como denunciador, por exemplo, da corrupção e da chamada “indústria da seca” e seus efeitos.
III- Desemprego, fome e falta de infraestrutura de açudagem, por exemplo, são dramas denunciados no texto I.
IV- A expressão “dutos de corrupção”, citada no texto II, é apenas denotativa.
Está correto o que se afirma apenas em: