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“O passado é uma das dimensões mais importantes da singularidade. Materializada na paisagem, preservado em 'instituições de memória”, ou ainda vivo na cultura e no cotidiano dos lugares, não é de se estranhar então que seja ele que vem dando o suporte mais sólido a essa procura da diferença. A busca da identidade dos lugares, tão alardeada nos dias de hoje, tem sido fundamentalmente uma busca de raízes, uma busca de passado.” (ABREU, 2011, p. 21)
Com base nas observações do geógrafo Maurício de Abreu sobre a memória das cidades, podemos argumentar que nas intervenções sobre áreas históricas degradadas, em especial nas áreas centrais das cidades, deve-se observar que:
I - Mediante o processo de globalização, que tende a padronizar e despersonificar espaços e culturas, a valorização do lugar, inclusive como mercadoria turística, se dá pelas especificidades presentes no mesmo que o torna diferente.
II - Nos projetos de restauração dos centros urbanos socialmente degradados, o patrimônio cultural deve ser pensando na sua dimensão material, mas também imaterial, o que envolve não só as edificações, mas também a população que se reproduz socialmente em tais espaços.
III - O sucesso de qualquer projeto de revitalização urbana só tem sido possível quando pensado numa parceria público/provada, incorporando novos significados e usos culturais pela valorização imobiliária que contribui para que a área passe por um processo de gentrification dando às formas antigas, novos usos.
IV - A preservação do patrimônio histórico da cidade não pode se dar mediante exclusividades de usos nem cedendo a interesses de proprietários e especuladores, mas abrigando a sociedade local na sua heterogeneidade.
Estão corretas apenas as proposições: