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Uma das dificuldades encontradas pelos profissionais de saúde que lidam com situações de violência é a falta de uma linguagem e de conceitos que reúnam o conhecimento médico ao de outras áreas, como a social e jurídica. No que diz respeito à violência institucional, analise as proposições e marque a alternativa adequada.
I- Por exemplo, quando uma mulher chega à emergência de um hospital com “crise histérica” e é imediatamente medicada com ansiolíticos ou encaminhada para os setores de psicologia e psiquiatria, sem sequer ter sua história e queixas registradas adequadamente, a causa de seus problemas não é investigada e ela perde mais uma chance de falar sobre o que está acontecendo consigo.
II- A violência em razão de haver diagnósticos imprecisos, acompanhados de prescrição de medicamentos inapropriados ou ineficazes, despreza ou mascara os efeitos da violência.
III- Críticas ou agressões dirigidas a quem grita ou expressa dor e desespero, ao invés de promover uma aproximação e escuta atenciosa, que visam acalmar a pessoa, fornecendo informações e buscando condições que lhe tragam maior segurança do atendimento ou durante a internação, como é o caso de gestante em franco trabalho de parto.
IV- Violação dos direitos reprodutivos (discriminação das mulheres em processo de abortamento, aceleração do parto para liberar leitos, preconceitos acerca dos papéis sexuais e em relação às mulheres soropositivas (HIV), quando estão grávidas ou desejam engravidar).
V- Maus-tratos dos profissionais para com os usuários, motivados por discriminação, abrangendo questões de raça, idade, opção sexual, gênero, deficiência física, doença mental.