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Leia o texto a seguir.
Vivemos numa sociedade extremamente preconceituosa e lipofóbica que nos faz sofrer de “insuficiência crônica”: nunca estamos suficientemente magros, suficientemente jovens, suficientemente belos, suficientemente ricos... Queremos ser cada vez mais “sarados”, “siliconados”, “enlourecidos”. E com isso temos a ilusão de que alcançaremos o “reino eterno” da beleza e da juventude e seremos “felizes para sempre”... E no caso específico da mulher e sua relação com o seu corpo, todas essas pressões e imposições potencializam-se enormemente. Mas o que essa discussão tem a ver com a ginástica geral? Simplesmente tudo! (...) Esse culto ao corpo ideal/virtualizado/clonado não deixa espaço para a diferença, acentuando preconceitos de toda ordem. Que diremos, então, do espaço para aqueles que são portadores de alguma deficiência física?
Segundo Ayoub (2001), as características que fazem da ginástica geral um conteúdo possível de apontar para a superação de uma prática pedagógica destinada à construção de “corpos esculturais”, com vistas à construção de “corpos culturais”, são: