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Leia o poema do desembargador e poeta Félix de Bulhões (1845-1887).
Hino Abolicionista
No formoso horizonte goiano,
Retocado de cores gentis,
O cruel privilégio inumano
Terminou. Já não há mais servis.
O passado sepulte-se escuro
Ante a aurora que rósea brilhou:
Rio Branco liberta o futuro,
O presente ele aqui libertou.
O poema expressa a contradição do século XIX em Goiás entre: