///
Não adianta. Eu sou da Anápolis de ontem. Não adianta, eu sou mesmo de ontem, do tempo de andar descalço, sem medo e em plena liberdade, dos banhos no poço do Cristóvão ou na piscina do Fanstone, do tempo de brincar de pique, de finca, de pião, das caçadas de estilingue, de catar gabiroba, de apanhar caju, de correr pela enxurrada, de tomar chuva sem gripar. Não, não adianta não, esta cidade não é mais minha, pois a minha cidade tinha o sabor do campo, da gabiroba, do caju, da manga, da jabuticaba, das cozinhas farturentas, das festas de Bom Jesus, do circo Bacioki, do Pirulito, do foguetório do Rogério, onde tudo era folguedo, mas a vida era levada a sério.
O texto sobre Anápolis expõe a seguinte perspectiva: