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Com três voltas, destranco a fechadura de quatro faces. Destravo o pino superior de correntinha e o inferior de tramela metálica. Abro a porta e brado com os cães, para não me sujarem. Sigo pelo corredor com a pasta usual do trabalho, sem me atentar para o sol matutino. Paro no primeiro portão procurando a chave do outro, separada. Passo pelo segundo portão, este de ferro, caminhando até a garagem. Desligo o alarme sonoro do carro, depois destranco a porta. Abro o capô e reponho o cabo da bobina. Entro no carro para retirar as travas, primeiro a do câmbio depois a do volante. A chave da ignição por si mesma anula a trava do volante que vem de fábrica. Puxo o afogador e dou partida para esquentar o motor, enquanto desço para abrir o portão da garagem. Trava dupla na vertical, cadeado do meio e a corrente de meia polegada... pronto! Entro no carro, engreno a ré, saio devagar levantando os vidros e travando a porta. Deixo à minha esposa a tarefa de retrancar tudo.
No engarrafamento provocado pelo semáforo, vejo, pelo retrovisor externo, alguns garotos de rua se aproximarem. Checo as travas da porta, ok. Um deles olha para mim, através do vidro. Mostra-me um bilhetinho. Balanço a cabeça em sinal negativo. Segue. O tráfego não demora. Agora vem um homem, com alguma coisa na mão sob um jornal. Não. São dois homens. O carro à minha frente começa a se deslocar lentamente. Acelero o meu, fazendo escândalo. Sobe o RPM no painel. Saio tão lentamente quanto o carro da frente. Logo para de novo. Maldito trânsito. Não tem guardas. Meia hora depois avisto o prédio do escritório.
Na entrada da garagem do prédio o segurança confere minha credencial de estacionamento. “Pode seguir,” me diz. Estaciono na minha vaga e fecho o carro, confiando no seguro do “Park way”. Entro no elevador e me dou com o décimo terceiro andar. Toco a campainha eletrônica e a secretária pergunta quem é. “Sou eu”, respondo. Um sibilo metálico destrava a porta de vidro e outro a de madeira. Eu entro, falo um bom-dia mecânico, destranco minha sala, sento-me e respiro. “Ufa! Cheguei.” Deschaveio minhas gavetas. “Não acredito! Esqueci a senha do meu programa em casa.”
A progressão do Texto 2 é garantida pelo emprego reiterado de