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A escravidão nas Américas foi produto histórico da expansão da economia mundial europeia. Disso resultou uma produção sistemática para o mercado, baseada numa forma de trabalho não remunerada. Ela não é, pois, nem uma relação social tradicional nem uma relação capitalista formal de produção. Representa, ao contrário, uma forma generalizada de produção de bens efetuada por meio de relações específicas de dominação. (TOMICH, D. Pelo prisma da escravidão. São Paulo: EDUSP, 2011.)
A escravidão africana no Brasil foi empregada por cerca de 350 anos. Essa mão de obra foi largamente usada em todos os setores produtivos, com maior ênfase no setor primário. Como característica básica do escravo, pode-se afirmar: