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Leia o excerto a seguir.
Nas últimas décadas, com os estudos levados a efeito pelos teóricos do texto, do discurso e da conversação, que observam a língua em funcionamento a partir de suas condições de produção e recepção, deu-se uma guinada na tendência 'oficial'. As teorias que privilegiavam o código (o significante) como objeto de análise e viam a língua como um sistema de regras estruturado e determinado, não tinham condição de se fazer indagações relevantes sobre uma série de aspectos, por exemplo, a relação entre a língua falada e a língua escrita. Nem podiam indagar-se sobre os usos sociais da língua. A centração do estudo no código não podia enfrentar a variação e a produção de sentido em qualquer aspecto que se manifestasse, seja nas formas linguísticas ou na significação. (MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2008.)
Considerando as ideias do autor sobre língua e linguagem, analise as afirmativas.
I - A língua realiza-se em eventos discursivos socio-historicamente estabelecidos e não em unidades isoladas.
II - A língua realiza-se em sequências de enunciados que constroem textos utilizando regras independentes da fala e da escrita.
III - A língua configura-se como um conjunto homogêneo, histórico e determinado por códigos e se manifesta cotidianamente em textos orais e escritos.
IV - A língua é um sistema simbólico, geralmente opaco, não transparente e mediado pelo contexto de produção.
As concepções de língua condizentes com os argumentos de Marcuschi estão presentes em