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Texto e gramática Pais e mães que procuram meu curso para seus filhos costumam fazer uma ressalva: "Queremos um curso de redação, não de gramática." Geralmente acrescentam a essas palavras a informação de que os filhos não leem, ou leem pouco, e por isso têm dificuldade de escrever. O acréscimo é pertinente, demonstra bom senso. Quem não lê não escreve. O que não se entende é a restrição à abordagem gramatical. Como se fosse possível produzir um texto sem o conhecimento das normas que disciplinam o uso da língua. Por que essa rejeição, se grande parte dos problemas que aparecem na escrita é de natureza gramatical? O que os pais na verdade contestam não é a gramática, mas a forma como ela é ensinada na escola. Contestam a gramatiquice, que se respalda na decoreba em vez de enfatizar o estudo dos mecanismos que regulam a prática da linguagem. Sem a compreensão desses mecanismos, é impossível escrever. Como redigir bem sem atentar para a concordância, a regência, a sintaxe dos modos e tempos verbais, a ordem adequada dos termos na frase, enfim, sem conhecer os meios que levam a um texto articulado e coerente? Vale a pena quanto a isso observar os escritores. Eles aprendem a gramática intuitivamente; graças à leitura e ao exercício da escrita, vêm a dominar os recursos que asseguram a correção e o rigor. [...] Nossos alunos não são escritores, mas certamente não será por meio de um aprendizado superficial, confundido com a aquisição de uma terminologia, que chegarão a escrever bem.
Sobre as ideias defendidas nesse texto, é INCORRETO afirmar: