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Um jovem de 24 anos, sexo masculino, está em tratamento psiquiátrico desde os 17 anos, época em que prestaria vestibular para Medicina. Naquele tempo, apresentava-se “ansioso e mentalmente esgotado”. Gradualmente, foi se tornando mais isolado e recluso, recusando-se a conversar com os colegas e pouco saindo do quarto, o que fez seus pais levarem-no a uma primeira avaliação psiquiátrica. Na ocasião, foi prescrito um antidepressivo, o qual não se mostrou eficaz, sendo interrompido pelo paciente após dois meses de uso. Três meses depois, o paciente mostrou clara mudança de comportamento, com inquietação, solilóquio e insônia. Dizia sentir-se prejudicado, pois colegas de cursinho possuíam um chip de nanotecnologia inserido em seus cérebros, o que permitiria que acessassem a internet durante as provas, sem que ninguém soubesse. Relatou que descobriu tal informação “lendo os gestos corporais” que seus colegas faziam, acreditando que se tratava de uma linguagem cifrada. Algum tempo depois, passou a achar que ele próprio havia sido vítima de um implante, porém de um chip que funcionava mal, para que fosse prejudicado pelas vozes difamatórias que ouvia em boa parte do tempo. Chegou a agredir um colega, pedindo que parassem com a perseguição. Desde então, o paciente já foi internado sete vezes, tendo usado haloperidol 15mg/dia por três meses, risperidona 8mg/dia por três meses e olanzapina 20mg/dia por seis meses, todos com resposta terapêutica pobre. A hipótese diagnóstica mais provável e o melhor tratamento medicamentoso para o quadro apresentado é, respectivamente,