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Considere os excertos: Excerto 1: “Ante o exposto, é mister compreender a abrangência da Língua Inglesa nos diferentes contextos discursivos (literário/artístico, científico, cotidiano, publicitário, midiático, entre outros) e [...] perceber em diversos momentos as relações com as Competências Gerais elencadas no texto da BNCC, entendidas neste documento como Direitos Gerais de Aprendizagem, sobretudo, a que se refere aos “conhecimentos das linguagens verbal (oral e escrita) e/ou verbo-visual (como Libras), corporal, multimodal, artística, matemática, tecnológica e digital para expressar-se e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e, com eles, produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo” (BRASIL, 2017, p. 18). [...] Esse entendimento faz aflorar uma educação linguística que permite a inserção dos estudantes em diferentes espaços sociais e a interação destes com as múltiplas vozes, compreendendo o multiculturalismo, contrastando a sua cultura com outras, afirmando assim, sua identidade cultural. Para tal, há de se considerar na aprendizagem da Língua Inglesa (ou de qualquer outra língua), o conhecimento linguístico articulado ao conhecimento discursivo, tomando “a língua em uso, sempre híbrida, polifônica e multimodal que leva ao estudo de suas características específicas” (BRASIL, 2017, p. 243), a partir das práticas sociais de uso da linguagem concretizadas nos Eixos Organizadores: interação discursiva, intencionalidade discursiva, contexto discursivo, entre outros. Assume-se, portanto, uma perspectiva discursiva da linguagem”
PARANÁ. Secretaria do Estado de Educação. Referencial Curricular do Paraná. Curitiba, PR: SEED, 2019, s/p.
Excerto 2: "[Esse projeto] pode coadunar-se com a proposta de inclusão digital e social e atender a um propósito educacional, pois possibilita o desenvolvimento do senso de cidadania. O projeto prevê trabalhar a linguagem (em língua materna e em línguas estrangeiras) desenvolvendo os modos culturais de ver, descrever, explicar. No que concerne à leitura, contempla pedagogicamente suas várias modalidades: a visual (mídia, cinema), a informática (digital), a multicultural e a crítica (presente em todas as modalidades). Procura desenvolver um leitor como aquele que entende que aquilo que lê é uma representação textual, como aquele que, diante do que lê, assume uma posição ou relação epistemológica no que concerne a valores, ideologias, discursos, visão de mundo. Com esse pressuposto, ensinar requer compreender esses conceitos, e também compreender: 1) como as pessoas utilizam a leitura (e para quê) em sua vida ou no cotidiano; 2) que a leitura tem a ver com a distribuição de conhecimento e poder numa sociedade; 3) que o tipo de desenvolvimento de leitura que se realiza resulta no desenvolvimento de um tipo de leitor”.
BRASIL. Ministério da Educação. Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio: linguagens, códigos e tecnologias. Volume 1. Brasília: MEC, SEB, 2006, p. 98.
Excerto 3: “Ao adotar esse enfoque, a BNCC indica que as decisões pedagógicas devem estar orientadas para o desenvolvimento de competências. Por meio da indicação clara do que os alunos devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e, sobretudo, do que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho), a explicitação das competências oferece referências para o fortalecimento de ações que assegurem as aprendizagens essenciais definidas na BNCC.”
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, SEB, 2017, p. 13.
Excerto 4: "[...] na perspectiva do professor que concebe a língua como discurso, o valor educativo do ensino e aprendizagem de língua estrangeira é o contato com procedimentos alternativos de construção de sentidos, com perspectivas diferenciadas sobre os acontecimentos, com maneiras variadas de entender o mundo. Para este professor, o valor educativo da disciplina língua estrangeira prevalece como critério principal para a escolha de atividades a serem desenvolvidas em sala de aula. Têm primazia sobre as possibilidades de tratamento gramatical as potencialidades formativas da atividade, ou seja, a capacidade que se tem, através do desenvolvimento de determinada atividade, para levar os alunos à reflexão sobre o mundo fora da sala de aula, à consciência de seu papel na sociedade, às possibilidades de ação informada que se lhe apresentam".
JORDÃO, C. O ensino de línguas estrangeiras: de código a discurso. In: KARWOSKI, A; VAZ BONI, V. (Orgs.). Tendências contemporâneas no ensino de línguas. União da Vitória: Kaigangue, 2006, pp. 26-32.
Excerto 5: "Ao aprender a escutar, o aprendiz pode perceber que seu mundo e sua palavra - ou seja, seus valores e seus significados - se originam na coletividade sócio-histórica na qual nasceu e a qual pertence. A tarefa [...] seria então a de desenvolver essa percepção e entendimento. Isso significa que já não basta entender [a leitura] como um processo de revelar ou desvelar as verdades de um texto construídas e tendo origem no contexto do autor do texto. Entendemos agora que o processo é mais amplo e complexo: tanto o autor quanto o leitor estão no mundo e com o mundo. Ambos - autor e o leitor - são sujeitos sociais cujos “eus” se destacaram de e tiveram origem em coletividades sócio históricas de “não-eus”; isso não apenas cria um sentido de identidade e pertencimento para o sujeito social, mas também uma consciência histórica [...]".
MENEZES DE SOUZA, L. M. Para uma redefinição de Letramento Crítico: conflito e produção de significação. In: MACIEL, R.; ARAÚJO, V. A. (Orgs.) Formação de professores de línguas: ampliando perspectivas. Jundiaí: Paco Editorial, 2011, p. 131.
Indique quais deles estão diretamente relacionados à perspectiva de ensino-aprendizagem de línguas pautada no conceito de Letramento Crítico.