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Paciente de 42 anos, pedreiro, previamente hígido, procurou a Unidade Básica de Saúde com quadro de dor e aumento de volume de primeira metatarsofalangeana direita com 24 horas de evolução. Referiu febre não aferida, e início do episódio durante a madrugada do dia anterior. Relatou que pela manhã do dia anterior apresentou extrema dificuldade para apoiar o pé direito. Não havia história de outros episódios de artrite, alterações oculares, cutâneas, gastrointestinais ou renais. Referiu hipertensão arterial desde os 30 anos, atualmente controlada com enalapril 10 mg/dia e hidroclorotiazida 50 mg/dia. Usava AAS 100 mg/dia para “afinar o sangue” por indicação médica. O paciente também tinha hipercolesterolemia controlada com uso de 20 mg/dia de sinvastatina há 2 anos. Negava tabagismo, relatava etilismo social, não praticava qualquer atividade física e havia aumentado de peso, cerca de 10 kg durante os dois últimos anos de pandemia. Na história familiar, era digno de nota a morte do pai, com DPOC e tabagismo em 2021 devido a complicações pulmonares da Covid-19. A mãe era diabética, tinha psoríase desde a infância e diagnóstico de artrose de mãos, coluna vertebral e gonartrose bilateral. Não relatou história familiar de outras doenças reumáticas autoimunes.
Ao exame físico, o paciente encontrava-se afebril, bom estado geral, eupneico, corado, obeso e normotenso. Não havia linfadenopatias. O exame cardiopulmonar era normal, exceto por hiperfonese de primeira bulha. Havia aumento de volume, hiperemia e calor local de primeira articulação metatarsofalangeana direita.
AINE: anti-inflamatório não esteroidal.
Qual das enfermidades abaixo está relacionada ao aparecimento de hiperuricemia e fator de risco para gota, independentemente das medicações utilizadas?