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Uma enfermeira com 39 anos de idade procurou atendimento na Unidade Básica de Saúde com quadro de dor lombar e torácica dorsal insidiosa de difícil caracterização associada a dor difusa generalizada, sono não reparador e anedonia há 06 meses. Negou manifestações oculares, gastrointestinais, cutâneas e apresentou ganho de 12 kg no período. Referiu uso diário de analgésicos comuns por demanda e também negou qualquer uso de opioides fracos ou antidepressivos. Na história familiar, não havia nada digno de nota além do fato de que sua tia materna fora diagnosticada com doença de Crohn ano passado. Ao exame físico, apresentou pontos dolorosos na região de grande trocanter bilateralmente, região medial de joelho esquerdo, acima da interlinha articular, na região cervical póstero inferior direita e no quadrante superior externo da nádega esquerda. Exame articular sem sinovites/artrite e presença de lesão cutânea eritematosa nas bordas nasais compatíveis com dermatite seborreica. Nos exames laboratoriais apresentou PCR de 0,3 mg/dl, VHS 3 mm, HLA B27 positivo e sacroilíacas normais ao RX convencional.
A paciente retornou à Unidade Básica de Saúde, 45 dias depois, com os seguintes resultados de exames: TSH de 12,3 UI/ml, T3 e T4 normais, FAN padrão salpicado fino com titulação 1/80, hemograma sem particularidades, VHS e PCR normais. A paciente foi encaminhada a um psiquiatra do serviço público que receitou antidepressivo tricíclico (amitriptilina 100 mg/dia) há 30 dias, e a paciente relatou melhora parcial das dores difusas, do sono e da anedonia. Entretanto, passou a referir boca seca, constipação intestinal, sonolência diurna e ganho de mais 2 kg de peso corporal nas duas últimas semanas. A partir do exposto, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada.