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Leia a passagem abaixo do prólogo da peça Andria, do comediógrafo Terêncio: Menandro fez uma Andria e a Perinthia (...)
e as coisas que convinham da Perinthia à Andria
[Terêncio] confessa ter usado e traduzido para a sua.
O fato vituperam e defendem quanto a isso
não ser apropriado as peças misturar (...)
Mas quando eles acusam-no, Névio, Plauto e Ênio
acusam, que o poeta considera autoridades,
dos quais prefere a negligência emular
a fazer uso da obscura diligência deles.
(Terêncio, Andria 10-22)
Com base nesse trecho, considere as seguintes afirmativas:
1. A passagem esclarece que a prática comum de criação literária no período inicial da literatura latina envolvia tradução de obras gregas.
2. Terêncio reconhece que o procedimento de contaminação (mistura) das obras gregas em uma só latina poderia ser avalizada por outros poetas e dramaturgos importantes do período imediatamente anterior, especialmente Plauto.
3. Terêncio valoriza positivamente a "obscura diligência" no contato direto com os originais, elegendo esse procedimento como aquele que deve ser seguido na criação de obras literárias latinas.
4. Terêncio tem que se defender nesse prólogo pois, ao invés de criar literatura original, apenas traduzia autores gregos, o que não era considerado apropriado em Roma em sua época.
Assinale a alternativa correta.