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Qual é o principal avanço do projeto de lei que torna a guarda compartilhada regra nos casos em que não há consenso entre os pais?
O principal avanço é tentar garantir por lei o direito da criança de conviver igualmente tanto com o pai quanto com a mãe. É uma lei de proteção à criança. Quando um bebê nasce, a maioria tem pai e mãe conhecidos e, em geral, unidos. Esse novo projeto tenta garantir que os filhos continuem a viver nessa configuração, independentemente da separação dos pais. No entanto, o fato de a gente ter essa lei não garante uma mudança de conceito e de mentalidade. Mesmo que formalmente a guarda compartilhada seja regra, o pai ou a mãe podem inviabilizar isso. Então temos que trabalhar também para mudar a mentalidade a respeito desse assunto.
Quais são as maiores vantagens para os filhos desse tipo de guarda?
Quando um casal se une e decide ter filhos, ambos deveriam se lembrar que existe ex-marido e ex-mulher, mas não ex-filho. É preciso que a criança tenha essa garantia de crescer e se desenvolver na companhia dos dois pais. Cada pessoa tem um estilo de ver a vida, um estilo de amar, de dar bronca, de ter paciência ou impaciência. É importante que a criança conviva com esses dois estilos diferentes, do pai e da mãe, porque dessa forma ela aprende a se relacionar com pessoas distintas e a reconhecer a diferença. Essa é a maior vantagem da guarda compartilhada.
Existe alguma situação em que a guarda compartilhada não seja recomendada?
Apenas quando um dos pais tiver uma dependência química de qualquer tipo, ou em casos de abandono, descaso e maus-tratos. Fora isso, a guarda compartilhada é sempre a melhor forma de dividir os cuidados com os filhos, seja o casal separado ou não.
Considere a seguinte afirmação da autora no texto: “Quando um casal se une e decide ter filhos, ambos deveriam se lembrar que existe ex-marido e ex-mulher, mas não ex-filho”. Considerando as razões pelas quais a autora aponta a impossibilidade de existência de “ex-filho”, também seria impossível existir: