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A tese defendida por Alberto J.C. Tornaghi, em outubro de 2010, “Escola faz tecnologia, tecnologia faz escola”, surpreende tanto pelo modo de apresentação da temática quanto pela seleção do objeto e pelo tratamento dos dados levantados. O autor opta pela narrativa, enquanto gênero textual, aliando ao estilo suaves figuras de linguagem e metalinguagem que o auxiliam, sobremaneira, na descrição dos sujeitos pesquisados. O autor assemelha a estrutura de seu texto ao cotidiano escolar ao menos nos títulos, substituindo a clássica divisão metodológica (“de pé quebrado”): uma tendência na produção acadêmica das áreas humanas. Os textos que compõem o estudo tendem mais a ensaios literários do que propriamente a dissertações estritamente denotativas (se fora possível). Apesar da existência de uma autorização desse gênero entre cujos representantes encontram-se Marx, Freud, Foucault, Bordieu, para não citar, na literatura, Umberto Eco com o romance “O Nome da Rosa”, em que se resgata o ambiente sociocultural e ideológico da Idade Média e Irvin Yalom com “Quando Nietzsche chorou”, em que o autor mescla personagens reais com ficção, na Europa do fim do século XIX, ele ainda se depara com certa reserva nos cursos de pós-graduação. Compreendo, entretanto, a resistência a essa modalidade discursiva nos estudos acadêmicos devido à falta tanto de exercícios de produção textual quanto da crítica literária.
As vírgulas presentes no fragmento “o autor mescla personagens reais com ficção, na Europa do fim do século XIX, ele ainda se depara com certa reserva nos cursos de pós-graduação.” (linhas 13 a 15), foram usadas para separar um(a)