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‘Notório saber’ e a sala de aula como laboratório do improviso
Por: Thiago Esteves – Carta Capital 02/02/2026
Enquanto estudantes aguardam ansiosos o início do ano letivo, milhares de professoras e professores atendem aos chamados das secretarias estaduais e municipais de educação para os processos de atribuição, designação ou distribuição de aulas. É por meio desses procedimentos que as redes estaduais e municipais de ensino organizam a distribuição das aulas na educação básica e que, na ausência de docentes efetivos suficientes, recorrem à contratação temporária de professores.
Quem acompanha de perto a angústia de professoras e professores nesse período sabe que é justamente nesse momento que se torna visível uma das práticas mais nefastas das redes públicas de ensino: a ampliação da carga horária de docentes concursados e o recurso sistemático à contratação temporária de professoras e professores. Mais do que revelar o descaso de uma parcela significativa de governadores e prefeitos com a educação, uma vez que esse tipo de vínculo deveria ser exceção e não regra, esse processo explicita um problema ainda mais grave: a admissão de profissionais sem a formação adequada para o exercício do magistério.
Trata-se de uma política educacional frequentemente amparada em portarias, autorizações e normativas expedidas pelas próprias secretarias ou pelos conselhos de educação, que acaba por instituir, na prática, uma espécie de notório saber disfarçado. [...]
Com base no texto 5 e na variedade padrão da língua escrita, assinale a alternativa correta.