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Vários modelos educacionais já foram experimentados para tratar de questões geográficas na escola brasileira. Durante a década de 1970, predominava a tendência do ensino baseado no trinômio “natureza, homem e economia”. Esses conceitos, no entanto, eram vistos de forma fragmentada, cada qual tendo uma lógica própria e isolada dos demais. Depois, até os anos 1980, ocorreu o movimento de renovação no ensino da disciplina, que apontava para a ineficiência da metodologia adotada anteriormente. Surgiu, assim, uma Geografia crítica, acompanhando a evolução da ciência geográfica. Vivia-se a passagem da década de 1980 para a de 1990, um momento de abertura política e de especificação dos problemas sociais que o Brasil enfrentava. A disciplina assumiu a missão de denunciar contradições do modo de produção capitalista, tendo como proposta uma sociedade alternativa.
I. Durante os anos 1970 predominava no pensamento geográfico a chamada, genericamente, “Geografia Tradicional” (incluindo-se aí a Geografia Teorética), com os modelos quantitativos cujo conhecimento se reproduzia nos livros didáticos da época.
II. O movimento de renovação explicitado no texto ocorreu no final dos anos 1970, em Fortaleza, tendo como marco o lançamento, no Brasil, do livro “Por uma outra Geografia”, de Milton Santos.
III. O período citado no excerto coincide com grandes mudanças geopolíticas em escala global, tais como o avanço do neoliberalismo na Europa e nos EUA, a crise do socialismo real, a queda do Muro de Berlim e o fim da Guerra Fria.
IV. A chamada “Geografia Crítica” não foi uma corrente de pensamento homogênea; ao contrário, ela se constituía em uma diversidade de pensamentos e correntes que se fundamentavam em diversos autores.
Assinale a alternativa CORRETA.