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O Brasil gasta demais com universidade pública?
Apesar de a universidade federal ter crescido e do discurso de que o governo gasta demais no setor, o Brasil ainda é um país com presença tímida do Ensino Superior público, quando se faz a comparação com a maior parte das nações desenvolvidas. Conforme dados do Censo da Educação Superior de 2017, só 24,7% dos universitários brasileiros estavam matriculados em uma instituição governamental (somando federais, estaduais e municipais). A proporção é bem mais expressiva em países como Eslováquia (95%), Austrália (94%), Polônia (93%), Hungria (90%), Suécia (87%), Noruega (84%) e Estados Unidos (67%).
O investimento que o governo brasileiro faz por aluno no Ensino Superior é baixíssimo, quando se considera que quase 80% está na rede privada e não vai muito recurso para esses daí. E quando se olha só para as públicas, ainda é um investimento mais baixo do que o de países ricos — afirma Sérgio Franco, coordenador do curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e ex-presidente da Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior.
O custo por aluno do Ensino Superior, no Brasil, é menor do que o de vários países desenvolvidos, como os Estados Unidos, embora estatísticas apontem que supere o de alguns outros, como Espanha e Portugal, por exemplo. Especialistas da área entendem que deve haver cautela na comparação, porque há diferenças de rede, estrutura, gasto com pesquisa e perfil de atendimento.
Outro fator que pode distorcer os cálculos é o fato de, no Brasil, o pagamento de aposentados e pensionistas, que deveria estar em uma rubrica previdenciária, ser somado ao orçamento das universidade federais. No caso da UFRGS, por exemplo, um terço da folha de pagamento se refere a servidores inativos.
Qual fragmento é marcado pelo uso de linguagem informal característica de situações cotidianas?