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Estamos colhendo a maior safra de soja de nossa história. Serão 113,3 milhões de toneladas, em comparação aos 93,3 milhões colhidos no ano passado, quando as plantações de verão foram prejudicadas pelo El Niño. Lembro-me de quando saí da Escola de Agronomia de Piracicaba, a Esalq, em 1965: havia 400.000 hectares de soja no país, praticamente só no Rio Grande do Sul, embora a Universidade de Viçosa já houvesse desenvolvido algumas variedades da leguminosa, especialmente a que seja chamava “viçoja”. Naquele tempo, a produtividade estava por volta de 1.200 quilos por hectare, e agora teremos mais de 3.350 quilos, com a espantosa área de 33,9 milhões de hectares colhidos.
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Já tínhamos desenvolvido uma tecnologia capaz da performance que observamos agora: faltava um ano bom de chuva para tomar o ótimo susto que estamos tomando com mais um recorde de produção. Salvo algumas regiões em que houve um pequeno veranico no final de dezembro e começo de janeiro (no Matopiba e em Mato Grosso do Sul), teve chuva para todo mundo. E com uma boa notícia: choveu mais cedo, de modo que foi possível plantar a soja e colhê-la com boas condições para a semeadura do milho safrinha, que produz o dobro da safra de verão.
(Roberto Rodrigues, em Globo Rural, maio/2017, p. 58)
Dos números citados por Roberto Rodrigues, pode-se concluir que: