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Atualmente, tem sido comum na prática fonoaudiológica a demanda de crianças com suspeita ou já com diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), já que é uma condição clínica cujos sinais podem ser identificados desde muito cedo (Vigilância do Desenvolvimento OPAS-OMS/2005). Considerando que o fonoaudiólogo educacional é o profissional que pode estar em contato direto com as crianças da Educação Infantil, o trabalho junto aos professores pode ser decisivo na identificação desses sinais.
A partir desse contexto, analise as informações apresentadas para marcar a alternativa correta.
I. Por volta dos seis meses, aproximadamente, a criança com desenvolvimento típico demonstra interesse pelas pessoas, muito mais que pelos brinquedos: a criança com TEA pode ignorar ou não “dar atenção” às pessoas ao seu redor, mesmo que familiares. Seu interesse parece se restringir aos objetos ou a alguns de seus detalhes.
II. A partir de sete meses, aproximadamente, a criança com desenvolvimento típico procura interação social por meio de gestos como “estender os braços para pedir colo, dar tchau, jogar beijo”: a criança com TEA tem a tendência a ficar em silêncio, não manifestar expressões faciais diferenciadas (alegria, medo, surpresa) e tende a ser pouco reativa aos comportamentos sociais de outras pessoas (Ex: “Vem com a vó; dá um abraço?; vamos passear?”)
III. Por volta dos 24 meses, aproximadamente, a criança com desenvolvimento típico tem um vocabulário que lhe permite uma interação linguístico-social, apesar de ainda não construir frases complexas e apresentar “erros” na pronúncia: essa é uma condição que não se diferencia da criança com TEA, pois elas também utilizam a linguagem falada como forma de comunicação, mesmo que prefiram o isolamento social.
IV. Quando estão no nível do Maternal (aproximadamente aos três anos), uma das situações que mais desperta preocupação e que pode ser indicativa de TEA é o fato de a criança não demonstrar interesse pelos brinquedos disponibilizados e nem se engajar em brincadeiras com as outras crianças.
V. Para o diagnóstico de TEA, é necessário o acompanhamento da equipe de profissionais e do acompanhamento da criança e de sua família, e esse processo deve estar concluído até os cinco anos, que é a idade estabelecida pelos manuais de diagnóstico para a definição desse quadro clínico.