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Gombrich (2015, p. 29) afirma que “Não existe maior obstáculo à fruição de grandes obras de arte do que a nossa relutância em descartar hábitos e preconceitos. Uma pintura que representa de um modo imprevisto um tema conhecido é muitas vezes condenada sem outra razão melhor do que não parecer certa. Quanto mais vezes tivermos visto uma história representada em arte, mais firmemente nos convencemos de que ela deve ser sempre representada de forma semelhante”. (GOMBRICH, E. H. A história da arte. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: LTC, 2015).
Partindo da afirmação de que não existe um parâmetro certo ou errado na arte, nesse sentido, podemos dizer que a fundação da Estética, no século XVIII, significou uma virada da teoria da arte, do campo da investigação sobre a relação da obra com seu modelo, isto é, do campo da teoria da mímesis, para o campo: