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A língua portuguesa é rica em expressões idiomáticas que muitas vezes têm origens obscuras ou curiosas. Uma dessas expressões é “pra cachorro”, utilizada no português brasileiro para denotar algo em grande quantidade ou intensidade, em construções como “O evento estava lotado, tinha gente pra cachorro”.
Mas como cachorro entraria na composição de uma expressão indicando quantidade ou intensidade?
Uma hipótese para a origem da expressão “pra cachorro” estaria enraizada na cultura rural brasileira. No contexto rural, cães são frequentemente numerosos e desempenham papéis importantes na guarda de propriedades, pastoreio de animais e caça. Esse cenário sugere que a expressão poderia ter surgido da observação da vida rural, onde a abundância de algo era associada à necessidade de sustentar muitos cães. Assim, “pra cachorro” poderia significar “em quantidade suficiente para muitos cães”, ou seja, em grande quantidade. Reflexão análoga poderia ser feita para a hipótese formativa da expressão “pra burro”, tendo em vista que ambas as expressões são usadas para indicar uma quantidade ou intensidade (embora o emprego dessa última seja ligeiramente mais comum em algumas regiões do Brasil).
Essa explicação, porém, teria algumas limitações. Não há evidências concretas ou registros históricos que comprovem diretamente essa origem. A conexão entre a vida rural e a expressão parece lógica, mas falta documentação que a solidifique.
Além disso, burros são animais herbívoros que pastoreiam, portanto, não haveria grande preocupação com a necessidade de produzir quantidades de alimento para mantê-los.
Considere os textos I e II para responder à questão de número 20.
Ambos os textos abordam questões relativas ao emprego da linguagem verbal, mas apenas o texto I