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Temos, hoje, um número considerável de dados formais a respeito dos hábitos, das condições de vida e da constituição física do homem primitivo, passados ao domínio público por meio de estudos publicados pelo Instituto de Paleontologia Humana, de Paris, e de revistas especializadas de todo o mundo ocidental.
Graças a tais estudos, sabemos que os nossos longínquos ancestrais europeus estiveram, como nós, sujeitos às mais estranhas e variadas enfermidades orgânicas.
Entretanto, os diagnósticos retrospectivos dos fenômenos de morbidade (conjunto de causas capazes de produzir uma doença, por tempo e período) que afligiam o homem das primeiras idades firmam-se unicamente no exame de algumas peças ósseas acaso poupadas à completa ruína e capazes de fornecer apenas indícios, ainda muito incompletos e pouco seguros para autorizar amplas inferências a respeito do tema.
Todas as partes moles do corpo e os órgãos essenciais à vida, onde ordinariamente se aninham as doenças e afecções que causam a morte, desapareceram para sempre, deixando, assim, o pesquisador na impossibilidade absoluta de conhecer a maioria dos males físicos que vitimaram os povos mais antigos.
A existência de corpos intactos, exumados de locais em alguns países da Europa, pertenciam ao período final da Idade dos Metais (último período da Pré-História, ocorrido entre 3.000 a.C. e 1.000 a.C.) e, portanto, ao limiar da história.
É notório, porém, no que diz respeito à mortalidade, ocorrida entre vinte e trinta anos, que a proporção é, entre homens e mulheres, exatamente inversa. A curta duração da vida dos homens pré-históricos é um fato natural, enquanto a longevidade que se observa nos dias atuais é uma consequência do progresso material alcançado pela humanidade.
Se fôssemos colocados nas mesmas condições de existência dos nossos remotos antepassados, é certo que a média de nossas vidas seria perfeitamente igual à deles.
No texto, afirma-se que os estudiosos brasileiros conseguiram encontrar corpos inteiros e intactos de homens da Pré-História.