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As doenças não transmissíveis, como câncer, diabetes e doenças cardiovasculares, são responsáveis por 74% das mortes no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A maioria dessas mortes poderia ser evitada com medidas preventivas, que representam, também, economia para os sistemas de saúde.
Hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e tabagismo são as principais causas dessas doenças e a OMS considera que o sedentarismo será, durante o século 21, tão nocivo quanto o cigarro. No entanto, apenas 30% dos países avaliados em relatório da OMS divulgado em outubro de 2022 têm diretrizes nacionais de atividade física para todas as faixas etárias. Ainda segundo a OMS, 500 milhões de pessoas irão desenvolver doenças não transmissíveis associadas ao sedentarismo até 2030.
A cada ano, a ciência descobre mais benefícios da atividade física para a saúde física e mental. Os exercícios físicos melhoram a capacidade cardiorrespiratória, ajudam a controlar o peso corpóreo, auxiliam a manutenção do sistema musculoesquelético, melhoram a imunidade e têm impacto positivo no desenvolvimento cognitivo e no comportamento social, principalmente quando iniciados na infância. “Na área da cardiologia moderna, todos os trabalhos científicos publicados recentemente são unânimes em reconhecer que, para o coração, nada supera os benefícios da atividade física regular”, afirma o cardiologista Carlos Alberto Pastore.
A OMS recomenda a prática de 300 minutos de atividade física por semana, que pode ser dividida em 1 hora em 5 dias da semana ou 40 minutos diariamente, ou 150 minutos de exercícios físicos moderados ou intensos semanalmente. Crianças e adolescentes devem praticar 60 minutos de atividade física moderada a intensa durante 5 dias por semana.
Toda atividade física vale como forma de combater o sedentarismo, a exemplo das caminhadas feitas entre a casa e o escritório. Para as pessoas com menos de 60 anos de idade, a quantidade de passos diários recomendada para reduzir o risco de morte precoce é de 8 mil a 10 mil; indivíduos com mais de 60 anos de idade devem dar cerca de 6 mil a 8 mil passos por dia, segundo meta-análise publicada na revista Lancet em março de 2022.
Ainda de acordo com a OMS, os países têm falhado nas políticas públicas de incentivo à atividade física. Para que as pessoas possam praticar atividade física, são necessárias políticas públicas de segurança, planejamento urbano, educação, saúde, entre outras. Também são essenciais, segundo a organização, campanhas de divulgação dos benefícios da atividade física. Em países de baixa e média renda, com grandes centros urbanos, as taxas de sedentarismo são maiores porque há menos opções de lazer seguro em áreas abertas.
De acordo com os sentidos do texto, é correto afirmar que as expressões “Para as pessoas com menos de 60 anos de idade” (linha 19) e “segundo a organização” (linha 24) expressam, nos períodos em que se inserem, circunstância de conformidade.