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Nosso planeta enfrenta uma perda de espécies em um ritmo tão acelerado que os cientistas afirmam que a humanidade já pode estar passando por uma nova extinção em massa, como a que eliminou os dinossauros. Não é exagero a comparação, uma vez que cerca de um milhão de espécies de animais e plantas estão ameaçadas de extinção. Por isso, a cada dois anos, a ONU organiza a COP da Biodiversidade, uma “prima” da COP do Clima, com o objetivo de estabelecer uma estrutura de trabalho para a proteção global da biodiversidade, definindo planos para mitigar a crise que o planeta está enfrentando e restaurar a biodiversidade.
Em 2022, na COP15, realizada em Montreal, no Canadá, foi estabelecido o Marco Global da Biodiversidade, com 23 metas para reverter a perda de biodiversidade no mundo, restaurar, manter e melhorar as contribuições da natureza às pessoas (tais como a regulação do ar, da água e do clima, a saúde dos solos, a polinização e a redução do risco de enfermidades) e colocar a natureza em um caminho de recuperação até 2050.
A meta considerada como mais ambiciosa é a que visa ter 30% das áreas efetivamente conservadas até 2030, além de restaurar outros 30% de áreas degradadas e zerar a perda de territórios biodiversos. Neste sentido, foi estabelecido o Acordo 30×30, com o objetivo de proteger 30% da biodiversidade do mundo, na terra e no mar, até 2030.
É correto supor, com base nas informações do último parágrafo, que os números “30” que aparecem no nome “Acordo 30×30” (linha 26) referem‑se à porcentagem da biodiversidade mundial que se objetiva proteger “30%” (linha 27) e ao ano limite em que se espera ter atingido esse objetivo “2030” (linha 28).