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Divinos devaneios
Em um diálogo um tanto peculiar, Senhor Almeida, com uma veemência quase celestial, adverte seu colega de trabalho, Niemeyer: “Niemeyer, não mexa mais em meus projetos! Ok? Eles seguem um propósito divino! Ei, não tô brincando!”.
Contudo, Niemeyer parece absorto em seus próprios pensamentos, mal notando o crescente fervor de Senhor Almeida. “Assim posso acabar fazendo algo que não gosto contigo. É sério, tá bom? Então não...”, prossegue Senhor Almeida, antes de ser interrompido por um comentário desconexo de Niemeyer, que murmura.
“Você tá me escutando?” Senhor Almeida pressiona, esperando alguma validação de seu ponto.
“Huummm...”, Niemeyer responde, com som mais de contemplação que de compreensão.
Senhor Almeida, um homem de ação e palavras, agora confronta o silêncio e a abstração. Ele para, observa e, em um momento de revelação tranquila, concede.
A calma substitui a consternação enquanto Niemeyer assiste, com um leve sorriso nos lábios, à aceitação serena de Senhor Almeida à estranheza do momento, simbolizada por algo imaginário que se apoderou de suas preocupações.
Na linha 9, o pronome relativo deveria funcionar como objeto indireto, apesar de não aparecer preposicionado, como seria esperado.