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Mulher é detida por exercício ilegal da profissão de terapeuta ocupacional em Volta Redonda
Ela vinha prestando atendimentos em uma clínica no bairro Aterrado sem o curso superior específico para a atividade, o que é exigido por lei. Denúncia foi feita por mãe de criança com espectro autista
Uma mulher, de 30 anos, foi levada à delegacia ao ser flagrada exercendo de forma ilegal a profissão de terapeuta ocupacional em Volta Redonda (RJ).
Segundo a Polícia Civil, ela vinha prestando atendimentos de segunda a sexta-feira em uma clínica no bairro Aterrado que é credenciada a um plano de saúde.
Uma denúncia foi feita ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO-RJ) por uma mãe de uma criança de seis anos com espectro autista que vinha sendo atendida nessa clínica — ela desconfiou de alguns procedimentos e descobriu que a profissional não estava registrada no Conselho, o que é possível fazer através de uma consulta no site.
“Eu desconfiei porque eu precisava de um relatório para levar na neuropediatra do meu filho. Quando eu recebi esse relatório, veio muito genérico, muito vago. Praticamente só 10 linhas falando do meu filho, sem chegar a um caso concreto. Parecia que outra pessoa tinha feito”, disse a mãe da criança ao g1.
Após a denúncia, um fiscal do CREFITO foi até a clínica e descobriu que, de fato, a profissional não poderia estar exercendo a função de terapeuta ocupacional, já que tem formação superior em pedagogia.
“Perguntei à senhora se de fato ela é graduada em terapia ocupacional e ela me relatou que sim, que fez graduação no formato EaD e que tem uma pós-graduação em terapia ocupacional. Porém, não soube explicar em qual instituição e não apresentou qualquer comprovação de nenhum dos dois cursos relatados”, explicou o fiscal.
No subtítulo, o termo “para a atividade” liga-se sintaticamente a um adjetivo.