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Atualmente, a saúde mental de crianças e de adolescentes está em pauta nos debates de diversos campos da saúde. Além disso, é alvo das políticas públicas brasileiras, as quais compreendem que esse público necessita de um atendimento especializado, que leve em consideração o perfil e as necessidades dessa faixa etária. No entanto, a saúde mental infantil passou por um longo percurso de descaso e marginalização e, portanto, a construção de estratégias destinadas a esse público configura-se como um desafio recente.
À época do Brasil colonial, por exemplo, as taxas de mortalidade infantil eram altas. Muitas crianças eram abandonadas, enquanto outras eram submetidas a autoridades muito rígidas e severamente castigadas, o que culminava no surgimento de problemas emocionais. Esse quadro caracterizava uma situação de negligência e de descaso com a infância, a qual só começaria a se modificar no final século XIX, quando os médicos higienistas passaram a criticar essa situação e a defender melhores condições de saúde e de vida para as crianças.
É em razão de reivindicações como essas, por um cuidado maior com a infância, que surgem, no século XX, os primeiros espaços em hospitais psiquiátricos destinados exclusivamente ao público infantil. Surgem também outras instituições que estavam preocupadas com a saúde mental das crianças, como as clínicas de orientação infantil e os laboratórios e institutos de psicologia. Esses espaços visavam prevenir o surgimento de transtornos mentais e promover o reajustamento das crianças à escola. Diversas instituições (como o Laboratório de Psicologia da Escola de Aperfeiçoamento Pedagógico e o Instituto Pestalozzi) e pesquisas conduzidas à época evidenciam a estreita relação entre a saúde mental e a educação desde o início do século XX, como o de Vieira de Mello, intitulado “Débeis mentais na escola pública”, publicado em 1917.
Uma proposta de reescrita do período “Surgem também outras instituições que estavam preocupadas com a saúde mental das crianças, como as clínicas de orientação infantil e os laboratórios e institutos de psicologia.” (linhas de 24 a 28) que mantém a ideia original e a correção textual está presente em