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A arteterapia, como a conhecemos hoje, é uma abordagem terapêutica que teve seu início no século XX, quando a arte promoveu ações e estéticas que a afastaram do classicismo, assumindo as mudanças propostas pela arte moderna e seus vários estilos. Alguns estudos e práticas que pregavam a utilização da arte com fins terapêuticos já tinham sido desenvolvidos no início do século XIX pelo médico alemão Johann Christian Reil. Depois, vimos a aplicação do uso das artes no contexto psicoterapêutico sendo aprofundada por Sigmund Freud e Carl Gustav Jung – o qual, juntamente com Nise da Silveira, teve importante papel no desenvolvimento dos fundamentos teóricos da arteterapia. Reil, em sua prática, utilizava as expressões artísticas dos pacientes como auxílio na definição de diagnósticos, mas também como estímulo no tratamento dos pacientes institucionalizados. Ao mesmo tempo em que utilizava métodos terapêuticos discutíveis, que envolviam estímulos ligados a castigo e recompensa, Reil também sugeria a terapia ocupacional, musical e teatral como modos de fomentar a reflexão crítica sobre os comportamentos. O desenho e a pintura eram usados como base para um possível diagnóstico, não havendo, entretanto, registros de seu uso como recursos em um processo terapêutico. Posteriormente, Sigmund Freud (1856-1939) passa a defender a tese de que o inconsciente se manifesta por meio de imagens e que elas, muitas vezes, escapam do grande censor da mente, o Superego. Sendo assim, a arte poderia ser utilizada como forma de expressão, mas também de compreensão das razões inconscientes dos possíveis distúrbios mentais do indivíduo, que estariam presentes na obra manifesta.
É controversa a datação do início da arteterapia, uma vez que há quem defenda que esse fato tenha se dado no século XIX e há quem defenda que tenha ocorrido no século XX.