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“Gu‑gu”, “dá‑dá”, “mamá”, “papá” e por aí vai. A criança começa a esboçar as primeiras palavras, simples, por volta dos doze aos dezoito meses de vida. Aos dois anos de idade, espera‑se que ela consiga juntar duas palavras e estabelecer sentido entre elas, como em “Quero água”. Aos três anos de idade, ela já conseguirá construir frases.
Ao colocar dessa forma, o processo parece extremamente simples, mas não é. “Um ponto importante que Jean Piaget traz é que, nesse processo, as crianças passam por fases: o balbucio, a fala ‘egocêntrica’ – é comum que crianças de um e dois anos de idade, quando se sentam juntas, vivam um momento de ‘monólogo coletivo’ –, o momento de confusão de sentidos e de relações entre as palavras, até ir para uma fala socializada”, aponta Ana Teresa Gavião, especialista em educação infantil.
Há idades em que se espera que essas fases aconteçam, mas o processo de desenvolvimento é particular para cada um. Assim, é errado pressupor que uma criança tem problemas cognitivos por não desenvolver sua fala no mesmo ritmo que uma outra criança.
Todas as crianças desenvolvem a fala na mesma idade.