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Apesar de o termo estar na moda, entender a empatia não é algo simples. Segundo o dicionário Aurélio, empatia é “a capacidade psicológica para se identificar com o eu do outro, conseguindo sentir o mesmo que este nas situações e circunstâncias por esse outro vivenciadas”. Traduzindo: é o ato de se colocar no lugar de alguém.
Por isso, ter empatia não significa ajudar um velhinho a atravessar a rua, não estacionar na vaga de deficiente ou ajudar o seu vizinho a encontrar o cachorro perdido. Na verdade, a empatia envolve um processo de compreensão emocional do outro, de percepção das suas reais necessidades, de como ele se sente diante de alguma situação.
Até agora, os cientistas acreditavam que a origem desse sentimento tão complexo estava ligada a uma busca por cooperação. Ou seja, o homem evoluiu em suas relações sociais, desenvolvendo uma maior compreensão sobre o outro, porque ele precisava da ajuda desse outro. Afinal, já é conhecido que o altruísmo possui uma origem egoísta — a de trazer uma vantagem para si por meio da cooperação com o outro.
No entanto, pesquisadores do Instituto Max Planck e do Instituto Santa Fé desenvolveram uma nova hipótese para explicar as origens evolutivas desse sentimento. De acordo com o modelo deles, a origem de todas as nossas respostas empáticas está em uma tentativa de simulação cognitiva. E isso não obrigatoriamente está ligado à cooperação.
Sem alteração dos sentidos do texto e de sua correção gramatical, o primeiro período do terceiro parágrafo poderia ser reescrito da seguinte forma: Até este momento, os cientistas acreditavam que a origem desse sentimento tão complexo estava relacionada à uma procura de cooperação.