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Nos anos 1960, foi publicada a obra de Roger Bastide denominada Brasil, Terra de Contrastes, em que o autor amplia a noção de contraste para além da casa-grande e da senzala e traz, para a análise do País, a grande contribuição da ciência social francesa. Os contrastes são apresentados e analisados segundo as diferentes regiões do Brasil, bem como no interior da cada região, com destaque a aspectos fundantes da vida social, como etnia, costumes, economia, propriedade, religião, organização social e poder.
Desde a proclamação da República, o Brasil já vivia um processo de integração territorial; gradualmente, a população deixava de ser predominantemente litorânea e iniciava um processo de fixação no interior, com a expansão para o Oeste, especialmente durante o ciclo do café.