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A pandemia de covid-19 tornou as reclamações de dores nas costas mais frequentes. Pessoas que antes se movimentavam para ir ao trabalho e em seus afazeres diários passaram, durante o período de isolamento social, a permanecer horas a fio encurvadas em escritórios improvisados dentro do ambiente domiciliar.
Para prevenir o aparecimento desse problema, os especialistas indicam alongamento e alertam para o perigo de a pessoa permanecer muito tempo sentada ou deitada durante o dia. As dores nas costas podem ser identificadas como lesões musculoesqueléticas e são mais frequentes na região lombar, nos ombros e na coluna cervical. São ocasionadas pela tensão ou contração da musculatura por muito tempo.
De acordo com Alberto Gotfryd, médico-cirurgião de coluna em respeitado hospital brasileiro, as dores nas costas podem ser resultado da má postura, da falta de atividade física ou, indiretamente, de problemas emocionais.
“Durante a pandemia, as pessoas que não tinham um lugar adequado para trabalhar em casa acabaram improvisando e passando longas horas no sofá, na mesa de jantar ou mesmo na cama”, comenta o médico. Segundo o especialista, o ideal é trabalhar com o computador posicionado na altura dos olhos, para evitar que o pescoço fique inclinado para baixo ou para cima. A coluna deve estar apoiada no encosto da cadeira desde o quadril até os ombros.
De acordo com a professora de fisioterapia Silvia Maria Amado João, o sedentarismo pode contribuir para o aparecimento de dores, em decorrência das posições corporais nem sempre adequadas por longos períodos de tempo. “Para haver um bom fluxo sanguíneo na região, o músculo precisa tanto da contração quanto do relaxamento. Ficar muito tempo em uma mesma posição pode dificultar esse fluxo sanguíneo e causar desconforto”, afirma ela.
De acordo com o dr. Gotfryd, o ideal é realizar atividade física pelo menos três vezes por semana, mesclando exercícios aeróbicos com movimentos para o fortalecimento da musculatura das costas.
Além da falta de exercícios e alongamento, o estresse e a ansiedade podem causar tensão muscular nas costas, ombros e pescoço. “O isolamento social contribuiu para a redução da prática de atividade física, bem como para a elevação dos níveis de ansiedade, o que afeta a qualidade do sono. Todos esses fatores favorecem o surgimento ou a persistência da dor lombar”, explica o fisioterapeuta Rafael Barbosa, presidente nacional da Associação Brasileira de Fisioterapia Traumato-ortopédica (Abrafito).
Para tentar controlar os níveis de estresse e ansiedade, os especialistas recomendam que as pessoas realizem atividades que lhes causem prazer, além de uma rotina diária de 6 a 8 horas de sono. “A gente sabe que a privação de sono e a ansiedade podem agravar episódios de dor”, explica o dr. Gotfryd.
Embora seja possível prevenir e até mesmo amenizar muitos desconfortos com essas práticas, é preciso estar atento às dores e, caso necessário, buscar atendimento especializado para evitar que a situação se agrave.
Entende-se da leitura do texto que a redução do nível de ansiedade constitui fator que melhora a qualidade do sono.