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Um quadro não é pensado ou fixado de antemão. Enquanto o produzimos, ele segue a modalidade do pensamento. Depois de terminado, ele continua a mudar, conforme o estado daquele que contempla. Um quadro segue sua vida como um ser vivo, sofre as mudanças que a vida cotidiana nos impõe. Isso é natural, já que um quadro só vive graças àquele que o contempla.
Ao se analisar uma obra de arte, percebe-se, imediatamente, a intenção do artista. Cabe aos observadores a contemplação passiva da obra.