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Todo ato de escrita pertence a uma prática social. Não se escreve por escrever. A escrita tem um sentido e uma função. Toda a nossa civilização ocidental é regulada pela escrita. Para nós, vale o escrito. Pela escrita, estamos atuando no mundo, estamos nos relacionando com os outros e nos constituindo como autores, como sujeitos de uma voz. Pelo texto escrito, modificamos o nosso contexto e nos modificamos simultaneamente. Assim, a redação escolar, isolada, desvinculada do que o indivíduo realmente pensa, defende e quer compartilhar ou expor ao outro como forma de interação, não pode ser considerada escrita, mas apenas uma forma de demonstração das habilidades gramaticais. A produção de textos é uma forma de reorganização do pensamento e do universo interior da pessoa. A escrita não é apenas uma oportunidade para que a pessoa mostre, comunique o que sabe, mas também para que descubra o que é, o que pensa, o que quer, em que acredita. A escrita é muito necessária no mundo moderno, uma vez que as práticas sociais que estruturam as nossas organizações contemporâneas são mediadas por textos escritos. Dependemos da escrita para existir efetivamente e atuar no mundo.
A correção do texto seria mantida caso os três primeiros períodos do primeiro parágrafo fossem colocados em um único período, substituindo-se o ponto final após “escrever” (linha 2) e “função” (linha 3) por vírgulas e substituindo-se a letra maiúscula no início do segundo e do terceiro parágrafos por minúscula.