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Desde épocas remotas, o ser humano procurou métodos para conservar os alimentos, pois já se preocupava com a sobra e a guarda desses para ocasiões posteriores. Tais métodos, embora pareçam simples, indicavam a necessidade intrínseca de se aumentar o tempo de vida dos alimentos. Entre esses, os mais antigos e populares são os seguintes: para as carnês, a salga — o sal absorve a umidade, o que auxilia na conservação —, a defumação e a secagem, além do que se pode mergulhá-las na própria gordura ou revesti-las de parafina, como se faz com os embutidos; para o leite, a tradicional fervura e a criação de receitas duráveis, como os queijos, os iogurtes e a manteiga, consideradas as formas mais duradouras de se conservar esse alimento; para as frutas e os legumes, as compotas e a cristalização são grandes aliadas na conservação desses alimentos, além do congelamento, como é feito com os picolés de frutas.
Ademais, é importante reconhecer a importância das especiarias, assim chamados os condimentos ou temperos que vieram do Oriente para o Ocidente por volta do século XI, mas já existentes, muitos deles, desde a Antiguidade, como canela, gengibre, cravo da índia, noz-moscada, pimenta do reino, açafrão, cúrcuma, cardamomo, alho, entre outros, que são grandes aliados tanto na conservação dos alimentos quanto na melhoria e na qualidade do sabor.
Entre as técnicas de conservação de alimentos existentes, o congelamento e o resfriamento são as mais aplicadas pela população e pelas indústrias, pois o refrigerador e a geladeira são excelentes para conservá-los, em razão das baixas temperaturas, que proporcionam maior durabilidade.
Outra técnica, derivada do nome de seu criador, o cientista francês Louis Pasteur, é a pasteurização, que consiste no processo de tratamento térmico, relativamente brando, por meio do aquecimento e do resfriamento dos alimentos, ou seja, na mudança de temperatura do produto antes de seu envasamento, o que aumenta, significativamente, a sua vida útil, pois inativa os microrganismos patogênicos (causadores de doenças), não patogênicos e deterioradores que poderiam crescer, normalmente, durante a estocagem do alimento. Apesar de simples, essa prática manteve-se, até os dias atuais, com poucas alterações e é amplamente utilizada na indústria alimentícia, principalmente no processo de conservação de líquidos, como laticínios e sucos.
Atualmente, devido à presença de grandes centros urbanos com numerosa população, que deve ser abastecida diariamente, além da necessidade de se evitar perdas de produtos, a indústria de alimentos passou a aplicar métodos eficientes, ainda que não naturais, para minimizar possíveis deteriorações de ordem física, química ou biológica, o que deu lugar aos alimentos processados e ultraprocessados, que substituíram, em larga escala, os alimentos in natura.
Luana Louredo. Conservação dos alimentos e uso de aditivos alimentares. 2017. Internet: <https://consultoradealimentos.com.br> (com adaptações).
Sem prejuízo para a correção gramatical e os sentidos originais do texto, é correto deslocar a oração “embora pareçam simples” (linha 2) para o início do período em que está inserida, com as devidas adaptações de letras iniciais minúscula e maiúscula.