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A compra de produtos pela Internet ganhou muita popularidade com os marketplaces, grandes plataformas digitais que funcionam como uma loja virtual comum para que diferentes empresas comercializem seus produtos. Fazem o atendimento ao público e também o intermédio do processo de cobrança. Em alguns casos, a própria plataforma também se responsabiliza por parte da logística.
Essa é uma boa opção para varejistas que estão ingressando no mercado digital e ainda não têm recursos para investir em um e-commerce próprio. O comerciante se cadastra na plataforma e já pode começar a catalogar os seus produtos, mediante uma política de uso condicionada.
Entretanto, o comerciante que queira crescer on-line precisará inevitavelmente migrar para seu próprio e-commerce, o que lhe garantirá mais liberdade não só com a estrutura e design do site, mas também para criar ações promocionais próprias, criar categorias de produtos, proporcionar filtros de buscas para seus consumidores etc.
Diante do poder de informação e de escolha que a Internet proporciona aos consumidores, hoje a experiência de consumo do cliente com a empresa deve ser sempre priorizada. Sabe-se que, no mercado, manter um cliente é muito mais barato que conquistar um novo cliente.
Nos últimos três anos, o e-commerce brasileiro alcançou números bastante expressivos, mas os clientes não estão sendo mantidos como clientes ativos. Segundo resultados da pesquisa E-commerce Radar, 77% dos consumidores on-line fizeram compras apenas uma vez nos e-commerces. Apenas 11% compraram duas vezes e 5% fizeram compra mais de seis vezes em um mesmo e-commerce.
O alto índice de compra única não significa, entretanto, que os consumidores não tenham a tendência de se fidelizar a uma marca ou empresa. A pesquisa Total Retail mostrou, por exemplo, que, no Brasil, 65% dos consumidores on-line preferem comprar mantendo as marcas e empresas cujos produtos já consumiram.
O fato de os consumidores terem uma tendência a se fidelizar às marcas e o de a maioria dos clientes estar comprando apenas uma vez de uma marca ou empresa indicam que o relacionamento entre marca/empresa e sua base de consumidores está falhando.
Um traço muito marcante dos hábitos de consumo da sociedade de hoje em dia é que os compradores não querem mais apenas comprar; querem fazer disso uma experiência. O ato de consumir está ligado à ideia de fazer disso uma forma de o consumidor afirmar seus valores para o mundo.
Além disso, o consumidor está mais criterioso desde que ganhou poder de pesquisa de informação para tomar suas decisões de compra.
Por isso as empresas que conseguem se relacionar com o seu público, lançando conteúdo em plataformas próprias e gerando interação em redes sociais, vendem muito mais.
Na linha 1, estaria mantida a correção gramatical do texto caso a forma verbal “ganhou” estivesse flexionada na terceira pessoa do plural, concordando com o termo “produtos”.