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O cultivo de orquídeas é prática realizada por inúmeras pessoas em todo o Brasil, com custo elevado de investimento e manutenção, já que requer condições climáticas muito próximas às do seu habitat natural, onde os fatores de maior relevância são luz, temperatura e água.
Assim, a aplicação adequada da água via irrigação evita que essas plantas sofram estresse hídrico e, consequentemente, diminui a incidência de pragas oportunistas que as atacam. O excesso de lâmina aplicada pode acarretar desperdício e aumentar os custos, além de favorecer a incidência de pragas e doenças.
A umidade relativa do ar, no cultivo de orquídeas, tem de ser superior a 30%, pois, em outros níveis, as plantas apresentarão rápida desidratação. A quantidade de água a ser disponibilizada na irrigação varia conforme a umidade encontrada nos vasos, em razão da diversidade de espécies encontradas no orquidário. O excesso de irrigação acarretará o apodrecimento das raízes. Desse modo, a água deve ser aplicada momentos antes de maiores demandas hídricas, o que ocorre nas horas mais quentes do dia, entre as 12 h e as 16 h, período em que as plantas têm maior perda de água e, portanto, maior exigência hídrica.
O custo para se implantar um sistema de irrigação torna-se inviável em pequenos orquidários, por exigir alta eficiência na irrigação e não apresentar altos investimentos aos colecionadores, mas existem técnicas sustentáveis e de baixo custo para realizar a irrigação por aspersão, que se caracteriza pela aplicação da água em área total, recomendada para culturas que ocupam grande parte da superfície, pois onde há precipitação de uma gota d'água proveniente de um aspersor haverá uma raiz pronta para absorvê-la.
Deduz-se do texto que