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Segundo diretriz da Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo de açúcar entre adultos e crianças não deve passar de 50 gramas por dia, ou seja, a ingestão desse produto deverá ser de, no máximo, 5% do valor energético total consumido no dia. Faz parte dessa recomendação o consumo de açúcares adicionados às preparações na indústria e dos naturalmente presentes nos alimentos, como o mel e o dos sucos de frutas. A recomendação da OMS visa ao controle de dois grandes problemas de saúde pública: o avanço da obesidade e do sobrepeso e o aumento do aparecimento da cárie dentária, que, além da cavitação dentária, causa, em seu último grau, a perda do elemento dentário. A cárie também causa dor, ansiedade, limitação funcional, incluindo-se a baixa frequência e o mau desempenho escolar em crianças, e desvantagem social. Ademais, é preciso considerar que o tratamento das doenças bucais é caro, seja para o indivíduo, seja para o Estado, logo a prevenção é a conduta a ser adotada.
Os profissionais de saúde, em especial os cirurgiões-dentistas, precisam destinar uma parte de seus atendimentos à educação em saúde bucal, abordando temas como uma correta higienização, o consumo de bebidas carbonatadas, que promovem a erosão dentária por meio da desmineralização da superfície dentária, além do alto consumo, principalmente entre os adolescentes e jovens adultos, de bebidas isotônicas e energéticas, que possuem elevado teor de açúcar e provocam a fragilização do esmalte dentário, devido ao seu pH ácido. A quantidade de açúcar invisível presente nas bebidas açucaradas também deve ser discutida com os pacientes, bem como os benefícios da adoção de uma dieta saudável.
Outra informação relevante diz respeito à presença de flúor na água que se bebe. No Brasil, por medida de saúde pública, a água da rede de saneamento básico é fluorada, mas as águas minerais não são. Também é preciso considerar que, embora a exposição ao flúor reduza a cárie dentária, retardando o processo de cavitação, a redução de consumo de açúcares é considerada o principal fator protetor do aparecimento de cáries.
Estariam mantidas a correção gramatical e a coerência do texto caso se substituísse