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Hodiernamente, a saúde não é mais considerada apenas como a ausência de doenças. Com o decorrer do tempo, passou a ser vista como um completo bem-estar físico, mental e social. Esse conceito, proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), permanece em grande parte do mundo, incluindo o ambiente profissional da educação física, mas vem sendo criticado, nos últimos anos, devido ao seu caráter estático, à sua limitação à esfera individual, ao não reconhecimento de outros fatores que afetam a saúde, à sua utópica ideia de bem-estar e à sua formulação subjetiva.
É fato que, além do seu caráter multifatorial, a saúde é influenciada, positiva ou negativamente, por diversos fatores. Portanto não é uma condição estática, mas, sim, um processo de aprendizagem, uma tomada de decisão e ação para a otimização do bem-estar próprio. Esse novo conceito, apesar de não estar estabelecido e aceito pela comunidade internacional da área, também reconhece o caráter individual da saúde, porém como resultado de diversos fatores hereditários, ambientais e de estilos de vida. Assim, abandona-se o antigo conceito da OMS e assume-se um que amplia o espaço para o reconhecimento dos vários fatores que influem na saúde.
Há estudiosos que defendem que a saúde é, antes de tudo, resultado das formas de organização social da produção — que dizem respeito à economia capitalista e influenciam diretamente a saúde, diminuindo a contribuição positiva do desporto —, as quais podem causar grandes desigualdades no estado de saúde de pessoas e comunidades. Outras investigações reconhecem que a prática regular de exercícios físicos é apenas um dos fatores determinantes do estado de saúde. Ao criticar a visão funcionalista, que ignora a influência das forças históricas e socioeconômicas sobre a saúde, pesquisadores reconhecem que a saúde é multifatorial. Inclusive, o documento final da VIII Conferência Nacional de Saúde (1987) já fazia alusão à ideia de multifatoriedade da saúde ao admitir que ela é o resultado das condições de alimentação, habitação, educação, renda, trabalho, emprego, meio ambiente, transporte, lazer, liberdade, posse da terra e pleno acesso aos serviços de saúde.
O vocábulo “ela” (linha 38) é empregado em referência ao termo “saúde” (linha 37).