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A partir do ano de 1853, o Paraná passa a ser uma província, quando, mediante um decreto do imperador Dom Pedro II, desmembra-se da província de São Paulo, tornando-se um estado somente em 1889, com a Proclamação da República.
Esse desmembramento teve variados motivos, como o apoio de paranaenses à Revolução Farroupilha, uma punição pela participação paulista na Revolução Liberal de 1842 e, como argumento econômico, a grande e lucrativa produção de erva-mate na região da então província.
O início das exportações de erva-mate, a partir da terceira década do século XIX, para os mercados uruguaio, argentino, paraguaio e chileno favoreceu o incremento à economia do Paraná, cuja atividade principal era o comércio de gado, ou seja, a invernada e a venda de tropas de muares. Esse tipo de atividade comercial desenvolveu-se, no Paraná, devido à descoberta de ricas minas de ouro no Brasil central, na primeira metade do século XVIII, que estimulara aqui a criação e o comércio de animais para abastecer a zona mineira, inaugurando o ciclo de prosperidade das tropas. Ao mesmo tempo, as exportações de erva-mate revigoram, ainda mais, a economia paranaense, aumentando, em consequência, as contradições com São Paulo. Os impostos aqui gerados, por exemplo, não são compensados pela melhoria das estradas, da educação, da saúde e das condições de vida urbana da região. Nos anos 1860, essa atividade chegou ao ponto mais alto da economia local e, no final do século, passou a entrar em declínio.
No texto, o vocábulo “variados” (linha 6) está flexionado no plural porque inclui, a título de exemplificação, a enumeração de três motivos para o desmembramento.