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O período de surgimento da província do Paraná, depois estado, coincide com a proibição do tráfico de escravos no Brasil, o que levou a uma intensa migração europeia. Os estados com uma economia escravista utilizaram os imigrantes como forma de substituição de mão de obra. Já o Paraná e outros estados que sofriam, no entendimento da época, que desconsiderava os indígenas e os caboclos, grandes vazios populacionais ofereceram terras para que esses imigrantes ocupassem seus territórios. Foi dessa forma que diferentes grupos étnicos ocuparam o interior do Paraná, com grande destaque para alemães, italianos, árabes e povos eslavos, como poloneses e ucranianos.
A última leva migratória relaciona-se com a expansão da fronteira agrícola brasileira, a partir dos anos 1930, quando muitos indivíduos oriundos do Rio Grande do Sul ocuparam o sudoeste do Paraná, enquanto agricultores paulistas ocuparam o noroeste. Os agricultores eram, em grande parte, de famílias de imigrantes, da segunda ou da terceira geração. A ocupação do oeste paranaense está intimamente ligada ao Poder Público e à expansão das lavouras de monocultura, primeiramente de café, depois de cana de açúcar e, por fim, de soja e de trigo.
No texto, o vocábulo “migração” (linha 3) corresponde ao termo emigração, ou seja, entrada e fixação de residência dos estrangeiros no Paraná.