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Em 1960, a expectativa de vida do brasileiro era de 48 anos. Hoje, quase sessenta anos depois, alcança os 75 anos, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se, por um lado, a longevidade é sinal de evolução social e econômica, por outro, ela demanda mais investimentos na área de saúde, já que há necessidade de maior assistência durante o envelhecimento. Assim, um importante desafio da medicina é garantir não apenas que a população viva mais, mas também que viva melhor. Tendo em vista o grande desafio para os próximos anos, a medicina volta seu olhar para a tecnologia, uma das áreas em que pode encontrar um apoio efetivo. Carlos Alberto Goulart, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos de Saúde, considera que o uso eficiente da tecnologia na área da saúde pode ajudar a reduzir custos em todo o setor, além de promover diagnósticos precoces e tratamentos mais acertados. “A tecnologia é um elemento de sustentabilidade, porque gera maior eficiência no atendimento médico e redução de custos, além de ser vetor de desenvolvimento econômico”, afirma Goulart. Um bom exemplo do uso ativo de novas tecnologias na medicina é o monitoramento remoto de pacientes. Entre outras vantagens, esse recurso diminui o tempo de internação e a necessidade de retorno frequente ao hospital, o que promove mais conforto ao paciente. Além disso, amplia a capacidade de atendimento do estabelecimento. De acordo com o presidente da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde, há mais de quinhentas mil tecnologias médicas diferentes em uso atualmente, entre exames laboratoriais e tratamento de vários tipos de câncer por meio da biologia molecular. Segundo ele, novas áreas de conhecimento, como a genômica, a farmacogenômica e a farmacogenética, identificam a propensão para determinadas doenças e permitem a personalização da medicina, tornando a despesa pública com saúde mais eficiente. Paulo Chapchap, diretor-geral e CEO do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, um dos centros de medicina mais desenvolvidos do País, destaca a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, que pode passar por até quatro estágios. O diagnóstico na fase um garante 95% de cura. Já no quarto estágio, o número se inverte: a taxa de mortalidade é de 95%. Daí o valor da tecnologia para a medicina. “O ganho humanitário do uso das diversas tecnologias aplicadas à medicina é indiscutível, mas vivemos o risco de uma medicina cada vez melhor para cada vez menos pessoas. Este é o desafio que temos de enfrentar: uma melhor gestão para aumentar o acesso de grande parte da população à tecnologia que transforma”, afirma Chapchap acerca da necessidade de popularizar o acesso aos tratamentos médicos mais modernos.
O emprego das vírgulas após “Sírio-Libanês” (linha 39), “São Paulo” (linha 39) e “País” (linha 40) justifica-se por separar termos de uma enumeração.