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Pesquisas na área da psicologia e da neurociência vêm comprovando que emoções positivas fazem bem à saúde física e mental. O caminho, que já levava aos neurotransmissores serotonina e dopamina, agora aponta para uma nova estrela: o hormônio oxitocina, que também atua como neurotransmissor.
“Os cientistas começam a se interessar por essas questões neuropsicológicas e pelas vias relacionadas ao bem-estar, importantes para que, em um futuro próximo, seja possível desenvolver novas drogas que melhorem a vida das pessoas”, diz uma cientista do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da UFRJ. “Novas técnicas, como a ressonância magnética nuclear funcional, estão nos ajudando a estudar áreas do cérebro ligadas às emoções”, afirma a especialista em fisiologia do sistema endocrinológico.
Segundo diversos estudos citados em artigo publicado pela Universidade de Harvard, explosões de fúria recorrentes estão associadas à atividade anormal da serotonina, responsável pela sensação de prazer. E pesquisas recentes relacionam sentimentos positivos a uma maior produção de oxitocina, também conhecida como o hormônio do amor. Em outra frente, um trabalho divulgado por uma universidade canadense constatou que a oxitocina torna a pessoa mais confiante. Sabe-se ainda que ela pode ser a encarregada de ativar o sistema de recompensa do corpo, estimulando a produção de dopamina, associada à sensação de motivação, e diminuindo o nível de estresse. A serotonina regularia todo esse mecanismo. A equação se resumiria no seguinte: bons sentimentos mais produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar resulta em um indivíduo mais feliz e menos propenso a doenças como depressão e problemas cardiovasculares.
Na UFRJ, uma bióloga, doutora em neurofisiologia, concluiu um trabalho a respeito do modo como o cérebro processa imagens de interações sociais positivas. Enquanto a ciência busca documentar que emoções positivas são sinônimo de mais saúde, o senso comum já comprova esse fato há muito tempo. Muitos são os que dizem se sentir bem ao fazer boas ações.
Segundo o diretor-médico da Med Rio Check Up, especialista em medicina preventiva, não há dúvidas de que quem encontra mais motivos para experimentar sensações positivas em sua rotina goza de melhor saúde. “A prática demonstra isso: um quadro de emoções negativas conduz à depressão e a outros males”, diz ele. “Um dos grandes avanços da psiquiatria foi identificar que o quadro crônico de cortisol (hormônio relacionado ao estresse) elevado é um caminho natural para a morte. Por outro lado, a emoção positiva é a mola da vida”, afirma.
Estudos americanos, a maioria deles feitos por psicólogos, comprovam a relação de sentimentos como gratidão, reconhecimento e satisfação com o que se tem à maior sensação de bem-estar. Uma terapeuta budista americana que esteve no Brasil para ministrar cursos também afirma que uma atitude positiva, inclusive para consigo mesmo, é a chave da saúde. “Costumamos tentar encontrar a felicidade nas coisas que temos ou podemos ter, nas outras pessoas, em livros. Mas parece que algo continua faltando. É porque procuramos nos lugares errados; temos de aprender a olhar para dentro de nós”, diz a terapeuta.
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O termo “associada” (linha 13) está empregado em relação ao pronome “ela” (linha 13), que, por sua vez, se refere a “oxitocina” (linha 12).