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A epidemia causada pelo Zika vírus atingiu, em 2016, pelo menos 20 estados brasileiros e espalhou-se pela América Latina de maneira rápida e alarmante. O vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor do vírus da dengue e da chikungunya, foi relacionado aos 270 casos confirmados de microcefalia, entre os cerca de 3,4 mil casos suspeitos da doença investigados no Brasil. Por isso, o governo federal montou até uma força tarefa envolvendo uma megaoperação do Exército para combater o mosquito.
Não há vacinas ainda para prevenir o Zika, portanto é necessário eliminar todos os possíveis focos de reprodução do Aedes aegypti. Como o mosquito coloca seus ovos em água parada, qualquer lugar que possa acumular o mínimo de água pode virar um foco de doença, o que inclui pratos que acomodam a água de vasos de plantas; potes de água para animais domésticos; garrafas; baldes; vasos sanitários sem tampa; pneus descartados; restos de material de construção; e até mesmo poças de água da chuva no quintal ou na calçada.
Os ovos do Aedes aegypti podem ficar até um ano em local seco apenas à espera de um pouco de água para que as larvas possam sair e virar mosquitos. Por isso, não se deve deixar água acumulada em nenhum lugar. As calhas devem estar também sempre limpas e os reservatórios de água e piscinas, tampados, a não ser que estejam devidamente clorados (o cloro impede a reprodução dos mosquitos).
Para o controle da proliferação do Aedes aegypti, cientistas desenvolveram um mosquito macho geneticamente modificado com a proteína TTA para que os mosquitos que nasçam dos cruzamentos com esses transgênicos morram antes de chegar à vida adulta. Em Jacobina, no interior na Bahia, a utilização dessa estratégia reduziu as ocorrências de dengue em 90%.
Outra experiência de controle da proliferação do mosquito foi realizada em Itapetim, no estado de Pernambuco, onde foi criado um “exército natural” de peixes de pequeno porte de água doce para ser colocado em caixas d'água e cisternas que abrigam larvas do inseto. A ideia é que os peixes comam os ovos e impeçam o desenvolvimento do mosquito.
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Assinale a alternativa em que é apresentada proposta de reescrita gramaticalmente correta e coerente para o seguinte período do texto: “Não há vacinas ainda para prevenir o Zika, portanto é necessário eliminar todos os possíveis focos de reprodução do Aedes aegypti.” (linhas de 10 a 12).