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O vocábulo “sangue”, de origem latina – sanguen –, possui forte conotação emocional na cultura cristã. Associado ao coração, o “sangue” está presente, com muita força, na literatura, nas artes em geral e, é claro, nas ciências, especificamente quando estudado biologicamente. Mas, enquanto o coração simboliza o amor romântico, sonhador, o sangue traduz emoções fortes, ardentes, arrebatadoras e até violentas.
Em nossa cultura, muitas são as expressões com a palavra “sangue”, denotando diversos significados, como, por exemplo, “suar sangue”, com o sentido de trabalhar em excesso; “subir o sangue à cabeça”, com o significado de ficar enfurecido; “ter o sangue quente”, cuja acepção é a mesma que “ter sangue nas veias”, denotando ser genioso e irritadiço. Além de tantos sentidos, significa cultura, existência, família e raça.
A história da humanidade está ligada ao significado de sangue como vida desde seus primórdios.
Na Antiguidade, o sangue era concebido como fluido vital que, além de vida, proporcionava juventude. Por isso, os povos primitivos untavam-se, banhavam-se e bebiam o sangue de jovens e corajosos guerreiros, esperando adquirir suas qualidades. E hoje o sangue é transfundido como uma das formas de preservar sua vida.
Depreende-se do texto que, apesar da humanidade reconhecer o sangue como fonte vital desde tempos antigos, foi apenas na modernidade, com as transfusões, que o sangue pôde ser usado com eficácia para preservar a vida.